Camilo Castelo Branco

escritor
Vida e Obra

Sinopse do livro “Amor de Perdição”

 

Imagem do livro Amor de Perdição, da  editora da Europa-América

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As famílias dos namorados Simão Botelho e Teresa de Albuquerque estão, há muito tempo, brigadas e fazem de tudo para separá-los. Simão é mandado para Coimbra. Teresa, para não aceitar a alternativa odiosa de casar-se com o primo Baltazar Coutinho, ingressa num convento.

A parte trágica desse romance começa quando Simão vai procurar a amada no convento e fere mortalmente o rival. Condenado, Simão tem que rumar para o exílio. Quando o navio começa a largar, Simão ainda avista a Amada de longe, e a cena de Teresa lhe acenando com o lencinho, do convento de Monchique, é uma das mais permanentes em toda a historia da novela amorosa.

Trata-se de um romance de explosão passional, em que a razão se mostra frágil e incapaz de relativizar os eventos ou amenizá-los. Esse caráter passional da intriga camiliana não deixa de lado nem mesmo Mariana, que depositara em Simão um terno e designado amor. Pois na hora que o corpo do herói é jogado ao mar, mariana opta por morrer junto ao amado, agarrando-se ao cadáver de Simão.

A ação da obra gira em torno da invencibilidade da paixão de Simão e Teresa. O tempo da narrativa é cronológico, ou seja, há uma sucessão cronológica de eventos. A forma é linear, pois o autor escrevia em 1801 um drama vivido em 1861. A narrativa situa-se no inicio do século XIX, quando houve o inicio da consolidação da sociedade romântico-liberal. O tempo passado lhe dá maior liberdade no discurso. O espaço é caracterizado pelo ambiente social (sociedade provinciana que viveu na região da Beira alta) e age na narrativa, intensificando os obstáculos que se levantam contra o amor de Simão e Teresa. Referindo-se aos personagens, podemos dividi-los em: fidalgos jovens (nobreza de caráter), fidalgos adultos e religiosos (arrogantes, soberbos) e plebeus jovens ou adultos (nobreza de caráter, bondade). O aprofundamento psicológico é ausente nos personagens, pois o objetivo principal do autor é colocar em evidência apenas o comportamento humano. Dentre os personagens destacam-se: Simão Antonio Botelho, herói romântico e de extremismos emocionais (tentativa de rapto, que gera mortes e, consequentemente, seu fim trágico); Teresa, a heroína romântica; Mariana, a amante silenciosa (ideal romântico); João da Cruz, o camponês rústico, protetor de Simão; Tadeu Albuquerque, o pai autoritário, que, por uma rivalidade particular, impede a felicidade da filha com Simão; e Baltazar Coutinho, o burguês interesseiro, sem moral.

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Este vídeo refere uma das atividades desenvolvidas pelo Centro de Estudos Camilianos. Trata-se de um percurso Camiliano, realizado por ocasião das festas de Santo António em Vila Nova de Familicão, com início na Igreja de São Tiago das Antas e fim na Casa Museu. Este percurso tem a particularidade de alguns dos figurantes usarem trajes da época do autor.

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Monumento a Camilo Castelo Branco

Maquete do monumento a Camilo Castelo Branco

Autor Anjos Teixeira 1926

Esta maquete foi realizada no âmbito da comemoração do centenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, quando foi lançado um concurso para promover a realização de um monomento dedicado ao autor. O vencedor deste concurso foi o escultor Anjos Teixeira, mas o monumento não chegou a ser construído.

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Nota de 100 Escudos

Representação do escritor numa nota de 100 escudos de 1978.

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Poema

Poema

Poema manuscrito por Camilo Castelo Branco em 1853

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Selo de Homenagem a Camilo Castelo Branco

 Selo de homenagem ao escritor

1925 - “Repvblica Portvgvesa”

Selo de 1925, em homenagem aos 100 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco. Desenho de Alberto de Sousa inspirado no retrato do escritor.
Gravura em talho doce por John Harrison

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Video que ilustra o espólio da Casa Museu Camilo Castelo Branco

Fonte: Youtube

Exposição Comemorativa dos 150 Anos da Publicação da Obra “Memórias do Cárcere”

 

Imagem da 1.ª edição da obra (Fonte)

Na sala de exposições da Casa Museu Camilo Castelo Branco, encontra-se patente um conjunto de 36 retratos de prisioneiros da Ex-cadeia e Tribunal da Relação do Porto.

A exposição está patente até ao dia 24 de junho de 2012.

Mais informações

Obra “Nas Trevas - Sonetos Sentimentais e Humorísticos”

Imagem da 1.ª edição da obra

A obra Nas Trevas - Sonetos Sentimentais e Humorísticos foi publicada no ano de 1890 pelo escritor, já quando este se encontrava com uma saúde muito débil, dado que faleceu a 1 de junho de 1890, a publicação desta obra foi a última. Ao ler os sonetos abaixo podemos ter uma ideia de como o escritor se encontrava.


A outra metade

Quando este corpo meu esfacelado
Baixar á leiva húmida da cova,
Hão de os jornais carpir a infausta nova,
Taxando-me de sábio consumado.

Estalará na imprensa enorme brado,
Pedindo a ressurgência d’um Canova
Que a morta face em mármore renova
Para insculpir meu busto laureado.

E algum dos imbecis necrologistas,
Com soluçantes vozes de saudade,
Dirá em ricas frases nunca vistas:

“Esse génio imortal, rei dos artistas,
No céu pede ao Senhor que a outra metade
Reparta por vocês, ó jornalistas!”

 

Comédia humana

Literatos! Chorai-me, que eu sou digno
Da vossa gemebunda e velha táctica!
Se acaso tendes crimes em gramática,
Farei que vos perdoe o Deus benigno.

Demais conheço a prosa inflada, enfática,
Com que chorais os mortos; e o maligno
Desafecto aos que vivem… Não me indigno…
Sei o que sois em teoria e em prática.

Quando o avô desta vã literatura
Garret, era levado á sepultura,
Viu-se a imprensa verter prantos sem fim…

Pois seis dos literatos mais magoados,
Saíram, nessa noite embriagados,
Da crapulosa tasca do Penim.

 

Referência: BRANCO, Camilo Castelo, 1890, "Nas Trevas - Sonetos, Sentimentos e Humorísticos", Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão.

Aniversário da Morte

Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco (óleo sobre tela, autor Mário Santos, 1917) Fonte

1825 - 1890

Celebra-se dia 1 de junho o 122º aniversário da morte do escritor Camilo Castelo Branco.

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